Penso que há décadas estamos nos submetendo a uma inversão de valores morais e culturais impostos subliminarmente por uma elite que tem um único objetivo, o de apagar traços culturais de uma cultura judaico-cristã da sociedade.
É terrível perceber que muitos se tornam meros espectadores e repetidores dos meios em que nos inserimos sem ao menos questionar ou se dar ao trabalho de imprimir a nossa própria e livre interpretação de fato e circunstâncias. De acordo com este modelo torto e invertido em que parte da sociedade aceita e submete-se com naturalidade, muitos são manipulados por uma mídia de jornais e televisões e programas de todo tipo, invertendo mentes e corações e imbecilizando cada vez mais pessoas, não só a grande massa, até àquelas formadoras de opinião, compostas de universitários, professores de todos níveis, artistas e até filósofos. Enfim, nessa “vibe” nos tornamos passageiros de um barco onde deveríamos ser comandantes. Aquilo que é inédito, a nivelação por baixo, a abolição das culturas fundamentais , a família e aos bons princípios, a absurda acomodação de lidarmos sempre em quaisquer situações em efeitos ao invés de atuarmos em causa, nos tornou meros improvisadores!
Mas, creio que está sendo desfeito de alguma
forma esse “efeito manada”, pelo menos da forma contrária. A sociedade está
ficando um pouco mais politizada e aos poucos vai deixando de ser leitores de
cabeçalho para poder defender seus pontos de vista, assim como entender como
estamos sendo enganados por aqueles que deveriam nos esclarecer, pelo menos de
uma forma Constitucional e clara. Isso deveria já ter acontecido, pois o mundo
não está mudando apenas socialmente, poderemos num futuro próximo estar vivendo
numa nova civilização, onde o seu direito de opinar e escolher será de outros,
menos o seu.
A Igreja tem se posicionada logicamente,
contra a política das desigualdades, do que é liberdade e justiça, e contra todos
aqueles que se colocam a favor de uma vida descomprometida com a Verdade de
Deus. Mas, nos dias atuais parece que existe uma batalha que tem se
intensificado cada vez mais. Os padrões morais, éticos e conservadores da
Igreja, tem representado uma grande ameaça à nova filosofia de vida que a
sociedade quer implantar. Esses valores tem se transformado em lutas políticas e
verdadeiras bandeiras, que cegamente atropelam tudo que esteja pela frente.
Enganam-se aqueles que acham que a luta não é contra a Igreja, sim, nós como
representantes de Cristo incomodamos o discurso Gramcista dessa sociedade.
Esse Sistema atual consegue ainda modificar
essas lutas, sem armas nem sangue, em verdadeiras revoluções que se passam na
mente de quem está distraído, são batalhas doutrinárias e ideológicas que
conseguem penetrar até dentro das igrejas. Uma luta onde impera somente a
vontade de quem a impõe, desrespeitando a minha e a sua vontade, tolhendo a
liberdade que é sagrada a todo ser humano. Um grande perigo se apresenta, pois
a igreja sem um conhecimento mais profundo das armas inimigas, acaba por
desprezá-las por torná-las subestimáveis e assim se coloca numa posição
infantil, tornando-se presa de sua própria ignorância e numa mesma situação
encontramos irmãos em Cristo que são contra os princípios cristãos, como dizem
os “crentes da esquerda”.
Uma das causas da derrota do exército alemão
de Adolf Hitler ter perdido a segunda guerra mundial foi subestimar a estrutura
militar dos russos, e desconhecer o terreno onde invadiria esse exército,
quando muitos morreram em consequência do frio e da neve. Assim somos nós como
Igreja ou como sociedade, que lutamos contra um inimigo que tem suas artimanhas
e sabe que seus dias estão contados.
A característica principal desse novo pensar, dessa filosofia de vida, é fazer com que aqueles que aceitem a mesma, acreditem que ao contrário do que parece, ela carrega em sua forma de expressão as melhores intenções, tornando o sentido inverso, e confundido despretensiosamente todo o seu agir. Como exemplo podemos citar a frase do presidiário Luis Inacio Lula da Silva que disse: “Ainda bem que a natureza contra a vontade da humanidade criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. Misericórdia, que absurdo!
Como igreja que somos, e representantes do
Reino dos Céus aqui na Terra, devemos testificar com a Justiça, repudiando
totalmente formas de verdadeira desordem social das mais diversas possíveis.
Ainda que alguém diga que por sermos cristãos devemos ficar de longe com tudo
que se passa em nosso país, no mundo que vivemos, lembro a todos que ainda
somos cidadãos dessa sociedade, não nos tornamos incorruptíveis ainda. Vivemos
aqui com a mente de Cristo, e creio que a injustiça, o desamor, a liberdade a
desigualdade, a prosperidade e tudo que pudermos fazer para promover e expandir
o Reino de Deus deve ser feito, e só podemos fazer isso exercendo nosso papel
de cidadão dessa sociedade em que vivemos.
Marcio Estanqueiro

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