terça-feira, 8 de setembro de 2020

ADORAÇÃO



"Então Maria, tomando um arrátel de nardo puro, de muito preço, ungiu os pés de Jesus, e enxugou-lhe os pés com os seus cabelos, e encheu-se a casa do cheiro do unguento” João 12:3

O capítulo 12 do evangelho de João, conta-nos uma das histórias mais bonitas do Novo Testamento, a história de Maria, sua entrega e adoração ao Senhor.

Jesus havia chegado de Betânia, onde fora recebido por seus amigos com um grande banquete. Imaginemos uma casa cheia de pessoas que estavam ali para conhece-Lo, pois sabiam sobre a ressurreição de Lázaro que há pouco havia acontecido. Estavam ali na casa de Simão, o leproso, para conhecer aquele de quem ouviram falar, e os sinais que o acompanhavam. Todos estavam felizes com a presença de Jesus, pois Ele estivera por um tempo recolhido, visto que os fariseus procuravam meios para matá-lo. Havia muitas pessoas naquele banquete porém, Maria, irmã de Lázaro, aproveitou a oportunidade, independente de quem estivesse ao seu redor, e num gesto de pura adoração, demonstrou o que transbordava em seu coração.

Maria quebrou o vaso!

Você já quebrou o vaso?

Naquela época, o vaso de alabastro era um vaso diferente dos outros vasos, um produto muito bonito, e caro. Servia para armazenar um perfume muito especial durante toda a vida das mulheres, e que seria utilizado mais tarde, em suas núpcias. A unção com este óleo era considerada a mais alta honraria concedida a uma pessoa. Maria ofereceu a Jesus um presente muito precioso que vai além do perfume que ela lhe derramou, embora fosse extremamente importante para ela, vemos na entrega de Maria toda a sua adoração, todo o seu amor e gratidão!

Aprendemos também com esse gesto de Maria como deve ser um coração grato e anelante em ter comunhão com o Mestre, pois independente do lugar, e de quem estivesse presente, ela aproveitou para prestar a sua adoração a Jesus, derramando o unguento de nardo puro e enxugando com seus cabelos os pés do Mestre, em total demonstração de humildade.

Que atitude de Maria!

Maria possuía uma visão diferenciada, pois não estava presa a conceitos moldados pela maioria. Ela pôde adorar a Deus da forma mais sincera possível, não se prendendo a formalidades, mas demonstrando a forma correta da verdadeira adoração, com humildade, fé e discernimento ela adorou ao Senhor, pois sabia exatamente quem Ele era.

E você, conhece o seu Senhor?

Qual seria sua reação? Será que teríamos fé suficiente para despojarmo-nos de algo que tanto amamos? Hoje Deus procura cristãos que tenham corações comprometidos com sua Palavra, e que possam testificar do seu nome em qualquer lugar , ou em que circunstância fôr.

Ao contrário, Judas não entendeu o motivo de Maria ter oferecido aquele unguento a Jesus, pois ele simboliza os cristãos que estão longe do Senhor, que estão presos a este mundo, e a todo o seu encanto e portanto sem comunhão, e longe do Senhor. Como diz Paulo em I Cor.15:19 Se a nossa esperança em Cristo se limita apenas a esta vida, somos os mais infelizes de todos os homens”. Portanto estamos no mundo, mas não pertencemos a esse mundo, essa deve ser a nossa expressão, e quem ainda não entendeu o caminhar com Deus, precisa buscar e aceitar a Palavra em sua vida. O evangelho que pregamos é aquele que promete vida eterna, que promete o perdão através da confissão dos pecados, e do arrependimento em Cristo, que promete sim uma vida cheia da Graça de Jesus, para vivermos num mundo cheio de tentações e obstáculos. Os cristãos que assim O seguem, sabem exatamente que tudo que existe está contaminado pelo pecado e que breve, novos céus e nova terra serão feitos como diz em II Pe.3:13 “Mas nós, segundo a sua promessa, aguardamos novos céus e nova terra, em que habita justiça.”

Portanto, assim como Maria e tantos outros personagens bíblicos, queremos não somente mergulhar em Sua presença, mas também derramar nossa vida aos seus pés, como fez Maria, pois quebrou o arrétel de nardo-puro e espalhou o “bom cheiro” de Cristo demonstrando estar aprovada por Ele. Nosso interior deve refletir exatamente aquilo que considere objeto de adoração verdadeira. Que possamos ser considerados aprovados por Ele, como foi Maria.

Marcio Estanqueiro

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