terça-feira, 22 de setembro de 2020

Uma história de amor

 


E disse: Em verdade vos digo que, se não vos converterdes e não vos fizerdes como meninos, de modo algum entrareis no reino dos céus. Mt.18:3

Quando Cristo andou entre nós, por várias vezes Ele disse como deveríamos entrar no Reino de Deus, Reino dos Céus. No versículo acima a pessoa teria que ter um coração puro como uma criança, e em outras versões Ele diz, “..dos tais é o Reino dos Céus”, também dá uma idéia de como deveríamos fazer para alcançá-lo em outras passagens, como por exemplo em Mat. 7:21 Ele diz: “Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus”. Assim Ele mostra que o Reino dos Céus não é alguma coisa que devemos entrar de qualquer jeito, aliás Ele o preparou para que todos pudéssemos entrar, porém precisaríamos fazer da forma como Ele demonstrou. Veio para todos, morreu para todos, mas era necessário pagar o preço da entrega, da confiança, e do amor.

Que entrega? Que confiança? Que amor?
A entrega da sua vida em suas mãos, a confiança que Ele é seu único Deus, e que devemos amar, como Ele amou.

Conheço uma linda história de um jovenzinho, que retrata exatamente tudo isso que acabamos de falar. Tudo que Jesus já nos explicou nas Escrituras sobre o que representa a entrega do seu coração.

Antes de contar a história real, gostaria de dizer ao leitor que o importante para Deus sempre será, não a atitude em si que você toma a respeito de qualquer situação, mas sim o que vai dentro de seu coração, que só Deus pode penetrar e conhecer, pois eu posso tornar uma atitude, como blefe, mas Deus sonda os corações.   

A história é de um menino cuja irmã necessitava de uma transfusão de sangue. O médico informou à família que a menina tinha a mesma doença da qual o menino se recuperara dois anos antes. Sua única chance de cura seria por meio da transfusão de sangue de alguém que já houvesse contraído aquela doença. Como os dois irmãos tinham o mesmo tipo raro de sangue o menino seria o doador ideal.

- Você concorda em doar seu sangue a Mary? – perguntou o médico.

- Johnny hesitou. Seu lábio inferior começou a tremer. Em seguida, ele sorriu e disse:

- Claro, por minha irmã.

Os dois irmãos foram conduzidos a uma sala do hospital. Mary, pálida e magra. Johnny, robusto e sadio. Nenhum dos dois falou mas, quando seus olhos se encontraram, Johnny sorriu para a irmã.

Quando a enfermeira picou o braço de Johnny com a agulha, o sorriso desapareceu. Ele viu o sangue passando pelo tubo.

No momento em que a transfusão estava quase terminando, a voz de Johnny, levemente trêmula, quebrou o silêncio:

- Doutor, quando vou morrer?

Foi então que o médico entendeu por que Johnny havia hesitado, por que seu lábio tremera quando concordou em doar seu sangue. Ele pensou que doar sangue à irmã o levaria à morte. Naquele breve momento, ele havia tomado uma grande decisão.

Essa é a verdadeira decisão que Deus espera de nós, uma decisão pura, real e verdadeira. A Palavra sobre isso nos afirma: “Portanto, como diz o Espírito Santo: Se ouvirdes hoje a sua voz, não endureçais os vossos corações”. Hb.3:7-8ª, assim como te espera ansiosamente ouvir a Sua voz Eis que estou à porta, e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo”. Ap. 3:20

Que você possa fazer como Johnny, entregar o seu coração ao Pai!

Marcio Estanqueiro

segunda-feira, 21 de setembro de 2020

O milagre da multiplicação






Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer.Mt.14:16

 

A narrativa do livro de Mateus foi escrita para os judeus, é o que dizem os estudiosos e exegetas. Percebe-se em cada detalhe desse livro, a menção do escritor à várias passagens da cultura judaica, como por exemplo em Mt.15:2 quando é citado o hábito de lavar as mãos. No livro de Mateus a riqueza de conteúdo pode ser observada como o cuidado que Ele tinha com o povo eleito. A cristologia de Mateus é evidenciada através das citações reflexivas que permeiam todo o texto do livro. O título de Filho de Davi, só é empregado por Mateus com esta ênfase.

 

No texto a que se refere o versículo acima, é citado como mais um dos milagres efetuados por Jesus, a multiplicação dos pães, foco de nossa reflexão, embora nesse mesmo capítulo verificamos outro milagre de Jesus: a onipotência de Deus acalmando uma tempestade. Parece que a narrativa de Mateus tão detalhada com a fé judaica e seu longo relacionamento com Deus, como povo escolhido por Ele, é a tônica por trás da esperança contida no Messias prometido.

 

O exemplo aos discípulos

 

Os discípulos vinham de uma caminhada com o Mestre, possivelmente estavam cansados e com fome. Já era tarde quando eles aproximaram de Jesus dizendo: “..O lugar é deserto, e a hora é já avançada; despede a multidão, para que vão pelas aldeias, e comprem comida para si. Jesus, porém, lhes disse: Não é mister que vão; dai-lhes vós de comer. Mateus 14:15-16.

 

Esse versículo sempre me impressionou pela forma como foi dita por Jesus. É como se estivesse testando seus discípulos na hora certa e no local exato. Uma de suas características era ensiná-los algo que seria indispensável para suas vidas. Na oportunidade Jesus queria mostrar o quanto dEle os discípulos haviam aprendido. Era como se fosse uma prova prática do discipulado cristão, como se alguém chegasse para você com fome e sede espiritual e você tivesse que alimentá-lo. Imaginemos por um momento o seguinte diálogo:

 

- Olá Antonio tudo bem contigo?

- Não estou nada bem, um vazio percorre minha alma, perdi meu emprego, minha esposa foi embora com meus filhos, e não consigo sair dessa depressão, não sei mais o que fazer, já pensei até dar cabo da minha vida. João, você pode me ajudar?

- Bem, veja eu vou fazer alguns contactos, vou procurar o pastor da minha igreja, ou talvez o líder de célula, e você me espera, não faça nada que eu já lhe trago uma solução.

- João, pode ser tarde, eu estou muito mal...

- Antonio faça o seguinte: se não conseguir falar com ninguém, me espera aqui que eu vou orar por você, vai dar tudo certo, me aguarde.

 

Como aguardar numa situação dessas? O que você faria para ajudar o Antonio, qual seria sua atitude?

 

Sem dúvida a atitude correta seria abrir o coração e alimentar aquele faminto, esse passo deveria ser o resultado esperado de um discipulado eficaz. Foi isso que o Mestre queria que eles aprendessem!

 

A Palavra de Deus, quando usada para o seu verdadeiro significado, é alimento, e pode salvar o perdido. Se ao invés disso não usarmos a mesma como tal, seremos como a figueira sem frutos, Mt.21:19 aparência de salvo, mas sem condição de ser chamado cristão, de quem segue a Cristo.

 

Por outro lado, os discípulos deveriam saber que o resultado do milagre não era nada para que eles pensassem em estarem possuídos por algum poder. Esse poder dado por Cristo era para mostrar que ligados nEle, e sob Sua vontade, poderia acontecer o milagre. Assim é a Igreja, em Cristo faremos proezas! Sl.119:13, somente nEle e nada mais! Jamais podemos pensar que qualquer bondade que praticamos ao nosso semelhante, é resultado de nossa condição de santidade, ou de nosso status na sociedade, ou ainda porque somos piedosos e “bonzinhos”. Nada disso!

 

Deus atenta para os frutos somente quando a árvore está ligada nEle. Como diz: “Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer”.João 15:5. Se você recebe um dom, e o divulga, não pense que é merecedor de receber alguma coisa, ou galardão, mas sim de ser apenas obediente ao que Deus requer de nós, e através dessa atitude a Graça de Deus trabalha a nosso favor, e como ela é maravilhosa! Fomos chamados para evangelizar, transmitir as boas novas da Graça de Deus, e só fazemos porque Ele colocou Seu amor em nossos corações. Não existe melhor momento para sermos discipuladores do que esse que estamos vivendo hoje. A Palavra diz: “Eis que vêm dias, diz o Senhor DEUS, em que enviarei fome sobre a terra; não fome de pão, nem sede de água, mas de ouvir as palavras do SENHOR”. Amós 8:11

 

O que recebemos de Cristo, através do sangue derramado na cruz do Calvário, assim como o preço da sua redenção ao qual Ele pagou para tornarmos portadores dessa Graça, deve ser entendido como uma dádiva, e não uma obrigação. “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios; de graça recebestes, de graça daí”.Mateus 10:8. Portanto somos servos da justiça e não senhor, somos como vasos nas mãos do oleiro, somos discípulos e não mestre, e devemos servi-Lo como vasos de honra em sua casa, onde nossa vontade deve ser em agradar Aquele que é a razão de nossa existência, o fluir das águas em nossas vidas.

 

Louvor, Glória e Honra, pertencem ao Senhor, Rei dos Reis e Senhor dos Senhores!


Marcio Estanqueiro


sábado, 19 de setembro de 2020

A Glória da Cruz


 

Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz do nosso Senhor Jesus Cristo, pela qual o mundo está crucificado para mim e eu para o mundo. Gl.6:14"
Que glória está implícita nessa cruz?
Por acaso não seria a garantia de nosso acesso ao Pai, o acesso as bênçãos da regeneração, e o viver em novidade de vida? Poderíamos viver a vida que vivemos hoje sem o reflexo dessa glória em nossas vidas? Creio que não! O que marca mais a vida de um cristão regenerado, é o perdão dos seus pecados, não simplesmente o ato em si, mas a impressão que nos causa a comunhão com Deus restabelecida, e isso não é simplesmente algo literal, é uma experiência de fé. É a leveza que sentimos quando somos abordados por uma luta ou por um problema qualquer do nosso dia a dia, e podemos recorrer por socorro. É saber que temos uma fonte inesgotável da presença de Deus (Jo.4:14) disponível para nos ajudar a vencer os obstáculos, ainda que eles pareçam, em dados momentos, intransponíveis.

Essa glória diz respeito também a visão, e ao entendimento espiritual das coisas concernentes ao Reino de Deus, que são impossíveis de entender por quem não tem a fé depositada na cruz de Cristo. A diferença entre a glória da cruz experimentada como transformação de vida, e a cruz que carregamos em nosso peito ou em qualquer outro lugar e o sentimento de adoração à mesma, é muito grande!
O trecho em Gálatas que fala sobre essa glória pode ser descrito como as três crucificações: A crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo; a crucificação do mundo para nós; e a nossa crucificação para o mundo.
A crucificação de nosso Senhor Jesus Cristo:
Vivemos em tempos onde o stress é a tônica da sociedade, ora causados por compromissos que nem sempre podem ser cumpridos, ora por grandes dívidas sejam elas pessoais ou conjunturais que estão sempre afetando o nosso emocional, deixando-nos estressados. Considerando esse aspecto, o homem está cada vez mais interessado em ter, ou obter alguma coisa material que julga poder satisfazer o seu anseio e preencher o seu vazio, mesmo sendo esse julgado inexistente por muitos.

Esse vazio que rouba o sossego, a paz, e o sono dos mortais, causando uma sensação de impotência diante da realidade da vida, é suprida satisfatóriamente pela glória da cruz de Cristo. Diz a Palavra que, a dívida que temos com Deus pelos pecados cometidos, Jesus pagou-as suficientemente: "Havendo riscado a cédula (dívida) que era contra nós nas suas ordenanças. a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós. cravando-a na cruz." (Cl 2.14.).
Quando reconhecemos pela fé, que Jesus é o filho de Deus e que veio para libertar-nos dos pecados, encontramos glória em sua cruz! Ele pagou a dívida por nós. É uma sensação de libertação, quando sentimos que não devemos mais nada a Deus, ou melhor, que precisamos manter nossa atitude de fidelidade à sua Palavra para continuarmos livres. É glória incomparável, para aqueles que antes eram devedores (pecadores) e agora sentem o privilégio, tem sua dívida quitada, e podem gozar dessa glória maravilhosa!
Um outro aspecto da glória da Cruz, é o fato de encontrarmos em meio as tentações que nos sobrevêm, a fidelidade de sua Palavra, a confiança de que Ele pode nos levantar a qualquer momento, pois é Ele que é o Senhor da vida. Como diz a Palavra: "Ele foi ferido pelas nossas transgressões, e moído pelas nossas iniquidades; o castigo que nos traz a paz estava sobre ele, e pelas suas pisaduras fomos sarados" Is.53:5 O castigo deveria ser para nós quando transgredimos ao Senhor, mas Ele foi moído ontem pelas minhas, pelas nossas transgressões, e pelas nossas iniqüidades de hoje fomos sarados na cruz de Cristo. O Senhor Jesus é o mesmo ontem, hoje e será para sempre! E essa, é outra glória da cruz de Cristo!
A crucificação do mundo para nós:
Geralmente afirmamos com toda propriedade, que na cruz de Cristo encontramos libertação, e isso é uma grande verdade. Porém, as pessoas que desconhecem a glória da cruz, não entendem como pode um cristão ser livre, pois em sua religiosidade ou dogma julgam que o cristão não poder fazer isso, ou aquilo. Em Col.2:20-21 diz: “ Se, pois, estais mortos com Cristo quanto aos rudimentos do mundo, por que vos carregam ainda de ordenanças, como se vivêsseis no mundo, tais como: Não toques, não proves, não manuseies?” O problema não é poder ou não poder, fazer ou não fazer, comer, beber, ou qualquer outra coisa, é simplesmente a aplicação da cruz de Cristo em nossas vidas. Estamos mortos! Se não fazemos não é porque não queremos ou somos proibidos, simplesmente não sentimos necessidade, pois a nossa vida está escondida com Cristo em Deus. Na cruz de Cristo fomos mortos para esse mundo.
É totalmente verdadeiro e entendido por poucos, dizer que, se alguém tem um lugar neste mundo, ainda não viu na cruz de Cristo a crucificação do mesmo. Não estamos separados por leis, por dogmas, por ordenanças, por muros ou por qualquer outra coisa. O que nos separa do mundo é a experiência da cruz. Aquilo que antes fazíamos ou praticávamos sem o verdadeiro discernimento de ser ou não aprovado por Deus, agora temos o entendimento através da sua Palavra, e pela graça salvadora somos vivificados como novas criaturas, como diz: “Assim que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo”.II Cor.5:17 O velho homem foi crucificado com Cristo, e nEle vivemos uma nova vida, novos conceitos, e novas atitudes.
A nossa crucificação para o mundo:
O texto de Gálatas é bem claro: “.. e eu para o mundo”. Para recebermos a vida de Cristo é necessário que eu me considere morto para o mundo e vivo para Deus, pois como diz a Palavra: "Porque, se fomos plantados juntamente com ele na semelhança da sua morte, também o seremos na da sua ressurreição." (Rm 6.5.)
Não adianta termos uma vida com Deus se em nós reina a inveja, o egoísmo a intolerância, enfim obras da carne que existentes em nossas vidas, mostra o quanto não estamos mortos para o mundo, e a glória da cruz foi rejeitada por nós. Como é dito: "Palavra fiel é esta: que, se morremos com ele, também com ele viveremos." 2 Tm 2.11. Se provamos a glória da cruz, temos outro tipo de vida pois estamos vivendo uma vida em Cristo Jesus, até o dia em que seremos transformados e estaremos para sempre com o Senhor. Esse é o testemunho fiel de sua palavra!
O evangelho que pregamos as pessoas, não é um evangelho que podemos dizer, fácil, ao contrário, a vida em Cristo é uma vida de muita disciplina, uma vida de renúncia, pois vivemos num corpo corruptível sujeito a todo tipo de pecado e erros, porém sabemos o que agrada e o que desagrada a Deus, e pela sua Graça alcançamos uma forma ideal de caminhar ligado a Ele pela sua Palavra, e com fé no seu sangue. Muitos não entendem exatamente esse nosso caminhar, pois ao contrário do que é dito no “mundo” se você quiser alguma coisa e pedir a Deus, precisa ter cuidado com o seu pedido, pois podemos pedir mais fé, e Ele pode nos dá provas, pedimos paz Ele pode nos dar lutas, enfim a interpretação de como Deus trata com os humanos é diferente da nossa. Assim é que, na cruz de Cristo encontramos exatamente a porta da vida, porque se morremos com Ele, cremos que com Ele viveremos.
Concluindo, podemos dizer que o versículo de Gálatas é totalmente abrangente e encerra como deve ser nossa atitude diante da morte de Cristo. Assim como Ele não está mais nesse mundo, embora presente em nossas vidas, assim deve ser também a nossa posição, ligado a Ele através da cruz, como está escrito: “Porque já estais mortos, e a vossa vida está escondida com Cristo em Deus”.Col.3:3. Portanto para nós não existe salvação tão grande que ao pagar a nossa dívida através de Cristo, nos fez morrer e considerado mortos nascido novamente pela Palavra de Deus, andamos em novidade de vida com o Cristo ressurreto, aguardando o fim de todas as coisas. “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor nisso pensai". Fp.4:8
Que Deus nos abençoe!

quinta-feira, 17 de setembro de 2020

METANÓIA

 


“E não vos conformeis com este mundo, mas transformai-vos pela renovação do vosso entendimento, para que experimenteis qual seja a boa, agradável e perfeita vontade de Deus”. Rm.12:2


Segundo Sigmund Freud, pai da psicanálise, somos acostumados a formatações, e criamos hábitos que resultam em normas inconscientes introjetadas em nossa personalidade. Essas normas resultam de um consenso coletivo e que determinam formas de viver, pensar, comer, etc.. Mas nem todas as normas são positivas, e se absorvidas podem causar definhamento da identidade da pessoa, limitando o seu crescimento pessoal. A maioria da sociedade prefere viver com máscaras, e enquadram suas mentes e emoções dentro de parâmetros coletivos que nem sempre refletem a sua felicidade. Se você as veste, pode não estar vivendo uma felicidade plena, e isso é muito sério, pois essa mesma felicidade pode ser fruto de uma pressão social.

Estamos vivendo tempos onde poucas pessoas sabem qual o seu papel na vida e na sociedade. Mormente as pessoas trocam esses papéis e nem sabem o motivo. Fazem passeatas, quebram tudo, rasgam bandeira, e se perguntarmos porque estão fazendo isso ou aquilo, não teremos uma resposta conclusiva. 

São certo tipo de pessoas chamadas como "antifas" que seguem as regras apenas de quem os aliciou, de quem os mentorizou, perseguindo uma peregrinação robótica de um ser humano que não sabe o que significa amor e misericórdia. Uma sociedade vazia de valores humanos e princípios cristãos, que chega a ser doentio seu comportamento, como esse que estamos observando na sociedade de hoje. 

Será que estamos dando conta que essa mesma sociedade adoeceu? Desde quando? Os valores se trocaram, e precisamos fazer alguma coisa, pois isso afeta não só o coletivo mas o indivíduo. Exemplo disso são as respostas desconexas com aquilo que fazem e representam. Escondem aquilo que verdadeiramente gostariam de fazer, mas por uma pressão popular acabam sendo envolvidos e virando verdadeiras marionetes. Essas pessoas precisam urgente de Jesus!

Esse comportamento que estamos vendo em nossa sociedade chama-se “normopatia”. Ele pode ser definido como um conjunto de padrões e conceitos, assim como também um modo de viver aceito em consenso, ou em maioria, por uma sociedade que pode causar individual ou coletivamente dor emocional, culpa, exclusão, alienação e morte. São os valores e comportamentos considerados por todos ou pela maioria, que de maneira inconsciente provoca o sofrimento, a perda da normalidade. A pessoa precisa viver e tomar atitudes que não condizem com o seu interior para que possam continuar fazendo parte de uma maioria e que de certa forma são manipulados por aqueles que tem um único objetivo, trazer o mal, o terror e a destruição!  A normopatia é a normalidade de natureza patológica, ou ainda a vivência que resulta da osmose, no sentido figurado, de um consenso social que ocorre de maneira automática sem que tenha consciência, é o viver de um “homem massa”. Essa osmose pode não retratar o que na verdade um indivíduo pensa sobre aquilo que ele faz, porém a normopatia em sua vida, faz dele uma presa fácil de si mesmo, para corromper, matar e trazer sacrifícios a ele e a todos que estão a sua volta.

Um adulto que foi criado e teve uma infância preservada emocionalmente e estimulado para viver de modo mental seguro, e reflexivo, pronto para interagir com o mundo e não aceitar o que aqueles que estão por trás tentando conduzir a sociedade ao erro, esses devem lutar para desmascarar e mostrar a verdade da vida, e impedir que esse teatro de marionetes consiga êxito. Sabendo que muitos estão sendo conduzidos para sua auto destruição, como também a tudo que os cerca. Tomemos uma atitude.

O homem não foi criado para ficar fugindo de Deus, nem tampouco colocar disfarces, máscaras para não encará-Lo e com isso se distanciando cada vez mais e, fugindo de suas responsabilidades. Quando eu ou você nos dirigirmos a uma pessoa que esteja sofrendo de normopatia, que é uma doença, portanto um pecado, devemos não apenas querer a sua conversão mas a sua remissão, pois quero que essa pessoa seja remida por Cristo e não convertida por mim a Cristo. Existe uma Ética moral que deve ser observada não de minha parte, mas das Escrituras Sagradas. Eu quero que essa pessoa escute a voz de Deus e seja redimida por Êle, e êle só vai escutar se você falar. Que possa ser uma iniciativa de Deus e que ele O aceite.

Nesse sentido, a Metanóia é uma mudança radical de 180graus significando um arrependimento e uma tomada de direção. Metanóia seria a libertação dessa normopatia escravizante, de regimes opressores, de ideologias incapacitadoras e geradores de enquadramentos enfermantes. Metanóia não só é um arrependimento radical, mas uma transformação profunda de uma normalidade homogênea. Um verdadeiro abalo sísmico em nossas formas de ser e pensar, despertando-nos do conformismo desse mundo regido por lógicas e razões desumanas e aviltantes. Uma verdadeira transformação de idéias, conceitos, normas mortificantes pela renovação de nossas mentes pelo testemunho e toque de Jesus Cristo. Que Deus nos conduza, e faça nos conduzir as pessoas a esse entendimento.

Marcio Estanqueiro

terça-feira, 15 de setembro de 2020

A grande corrida

 




Não sabeis vós que os que correm no estádio, todos, na verdade, correm, mas um só leva o prêmio? Correi de tal maneira que o alcanceis. I Cor.9:24

 

Gosto muito da música “One moment time” cantada por várias cantoras norte americanas como, Dana Winner, Witney Houston, etc. que tocou como fundo musical nas Olímpidadas da Coréia do Sul em 1988. A letra da música retrata o esforço, o desempenho, a dedicação que o atleta mantêm antes de chegar a sua apresentação. Em um de seus versos ela diz: Quando todos os meus sonhos, Estão a um passo de distância, E as respostas são todas para mim, Me dê um momento no tempo, Quando estou correndo com o destino, E naquele momento do tempo, Eu vou sentir, vou sentir a eternidade.

A vida cristã é como se fosse uma grande corrida, digamos uma Olimpíada!

Cada um se prepara conforme seu talento, uns para futebol, tênis, corridas, etc.. porém para se prepararem e darem o melhor de si, precisam se abster de muitas coisas. Em I Cor.9:25, Paulo diz: “E todo aquele que luta de tudo se abstém; eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível; nós, porém, uma incorruptível”.

A vida é um preparo para eternidade!

Ou você prepara-se para viver com Cristo e, em Cristo, ou prefere ser um morto vivo carregando seus pecados e longe de Deus. Mas, como no céu não entra pecado, devemos então prepararmos a cada dia à não pecar, lembremos que “sem santidade ninguém verá a Deus”.

Para viver a vida que Cristo nos ensina, é necessário passarmos por várias etapas de preparação. Todo atleta deve se abster de determinados procedimentos para poupar o seu corpo físico, em função de alcançar algo que é o motivo do seu esforço, do seu triunfo, da sua carreira. Por exemplo é comum você ver um jogador de futebol ou praticante de qualquer outro esporte, se poupando na véspera do jogo, da luta, da corrida, para alcançar um ótimo desempenho e tentar o objetivo máximo que é o seu troféu. Evitam determinadas comidas, procuram dormir um pouco mais cedo, se esforçam um pouco menos, com um único objetivo: render bem no dia seguinte. Assim também é aquele que está correndo para ganhar o seu troféu, a sua coroa espiritual!

Nos versos seguintes Paulo diz: “Pois eu assim corro, não como a coisa incerta; assim combato, não como batendo no ar. Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à servidão, para que, pregando aos outros, eu mesmo não venha de alguma maneira a ficar reprovado”. I Cor.9:26-27

Uma característica importante na vida cristã, é que cada um deve se importar com a sua vida, pois a coroa pela qual estamos querendo alcançar é individual. Eu preciso fazer o meu melhor aqui, não que esse melhor seja algo “forçado” apenas para trocar esse esforço por um troféu, não, vai além disso, a vida em comunhão com Cristo deve ser o objeto da minha adoração, do meu serviço e dedicação. É em Cristo que eu adquiro “forças” para continuar lutando e preparando-me para a minha eternidade.

Que Deus nos abençoe!

Marcio Estanqueiro

HONESTIDADE

 



“A honestidade livra o homem correto, mas o desonesto é apanhado em sua própria ganância”. Pv. 11:6

 

Lembro-me de quando era criança, havia em minha casa uma mala daquelas que hoje já não existem mais, sem fechoclair, de mola e de pressão, onde meu pai guardava as coisas mais importantes da família: documentos, certidões, medalhas e textos em “papel vegetal”. Entre esses papéis havia um que continha o seguinte texto que me chamava a atenção, todas as vezes que lia. O texto dizia o seguinte: “ De tanto ver triunfar as nulidades; de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça. De tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar-se da virtude, a rir-se da honra e a ter vergonha de ser honesto”. Rui Barbosa.

Com minha pouca idade lia e relia o texto, mas não ficava muito claro pra mim, até que com o passar dos anos percebi a riqueza do mesmo e compartilhei com meu pai que me explicou emocionado. Para mim, era como se fosse um princípio que deveria ser seguido, e aprendi que certas coisas na vida independe da opinião alheia, desde que você tenha certeza do que é certo e errado. É um valor que você aprende e a ele seguem-se outros. Você jamais pode desanimar!

Estava lendo recentemente sobre o depoimento de uma pessoa que se dizia honesta, no entanto ela fez a seguinte ressalva: “Eu devolvi o dinheiro que caiu do bolso daquela pessoa porque era pouco, se fosse uma quantia maior eu ficava na minha, pois ninguém é tão bonzinho assim”... O mundo está cheio de pessoas assim, o pior é quando essas pessoas tomam o poder, o negócio fica feio.

Creio que o erro não deve ser analisado e julgado pela quantidade, e sim pela atitude, e esse é o grande equívoco da sociedade. Quem rouba dez reais é capaz também de roubar dez milhões, o problema está na falta de consciência, pois quem admite ser desonesto só um pouquinho, consegue poluir tudo que está a sua volta.

Jacques Rousseau certa vez disse o seguinte: ”O homem nasce bom, e a sociedade o corrompe”. Eu aceito em parte o que ele disse, pois na verdade o que leva o homem a se corromper é o sistema social em que ele está inserido, educando e deseducando e dessa forma realçando os instintos que o indivíduo recebe como herança. Sabemos que o homem até uma certa idade é inocente, mas após esse período ele já responde pelos seus atos, e pode perfeitamente escolher entre fazer o bem e o mal.

Tenho visto pessoas que são humilhadas, perseguidas e traídas pela própria sociedade, quando fazem o que é certo. Todos nós sabemos que ser político nesse país é perigoso, e só Deus com a pessoa para enfrentar o sistema. Por que? Se você quer trocar o certo pelo errado, tudo bem, mas se você deixar de assinar qualquer documento de “apoio”, ou deixar de entrar em qualquer “esquema” para benefício próprio, ou de outrem, certamente será considerado como um inimigo e pode até perder o cargo que ocupa. Essa é a sociedade políticamente correta em que vivemos, e hoje já se fala em sociedade sanitariamente correta!

O que fazer quando os exemplos que vêm das camadas mais altas da sociedade, apontam para o erro e para corrupção? Qual a esperança de termos uma sociedade mais digna e menos corrupta? Como o homem pode enxergar algo de bom, que lhe dê esperanças para dias melhores?

Eu creio que a nossa consciência, independente do que é ditado pelo mundo, pode fazer a diferença quando não aceita o que o sistema impõe. Precisamos mostrar a diferença ao mundo onde estamos plantados. A espontaneidade em se falar à Verdade, a coragem em apontar os erros e viver dentro de padrões cristãos, em dar frutos que possam simbolizar um alento para todo esse quadro de horrores em que vivemos, deve ser o objetivo de cada um de nós. Devemos apontar para uma sociedade que ainda há recuperação, seja para político, apolítico, ateu ou cristão, todos podem alcançar uma nova vida, uma nova maneira de viver.

Precisamos honestamente testificarmos com nossos atos, com nossa fé, com nossas atitudes para alcançarmos a tão almejada mudança que queremos ver em toda a sociedade, mas só seremos assim se estivermos ligados à Verdade e persistirmos em fazer o bem. Se assim permanecermos, ao invés de criticarmos, ou de fazermos comparações, estaremos cumprindo a nossa missão, e contribuiremos para espalhar a boa semente, e um grande avivamento pode tomar conta da nação.

Portanto, a esperança está em você, espalhe-a!

Marcio Estanqueiro


segunda-feira, 14 de setembro de 2020

PALAVRAS

 


Palavras geram vidas,
São como armas,
Como condenação
Palavras são como balão.

Elas te levam as nuvens,
Te amordaçam,
Te destróem,
Elas te levam para o chão!

Mas no chão renascem esperanças,
Renasce o sonho de uma semente
Em virar uma grande árvore,
Onde será sombra pra gente!

Não as use como arma,
Não dispare no coração,
Porque você pode ser a vítima
Se ela vier em sua direção.

Plante-as na vida das pessoas,
Crie raízes no seu viver,
Você só terá uma decepção,
Quando ela crescer,
Não poderá trazer,
Nenhum mérito para você!

Marcio Estanqueiro

Inversão de Valores

 

Penso que há décadas estamos nos submetendo a uma inversão de valores morais e culturais impostos subliminarmente por uma elite que tem um único objetivo, o de apagar traços culturais de uma cultura judaico-cristã da sociedade. 

É terrível perceber que muitos se tornam meros espectadores e repetidores dos meios em que nos inserimos sem ao menos questionar ou se dar ao trabalho de imprimir a nossa própria e livre interpretação de fato e circunstâncias. De acordo com este modelo torto e invertido em que parte da sociedade aceita e submete-se com naturalidade, muitos são manipulados por uma mídia de jornais e televisões e programas de todo tipo, invertendo mentes e corações e imbecilizando cada vez mais pessoas, não só a grande massa, até àquelas formadoras de opinião, compostas de universitários, professores de todos níveis, artistas e até filósofos. Enfim, nessa “vibe” nos tornamos passageiros de um barco onde deveríamos ser comandantes. Aquilo que é inédito, a nivelação por baixo, a abolição das culturas fundamentais , a família e aos bons princípios, a absurda acomodação de lidarmos sempre em quaisquer situações em efeitos ao invés de atuarmos em causa, nos tornou meros improvisadores!

Mas, creio que está sendo desfeito de alguma forma esse “efeito manada”, pelo menos da forma contrária. A sociedade está ficando um pouco mais politizada e aos poucos vai deixando de ser leitores de cabeçalho para poder defender seus pontos de vista, assim como entender como estamos sendo enganados por aqueles que deveriam nos esclarecer, pelo menos de uma forma Constitucional e clara. Isso deveria já ter acontecido, pois o mundo não está mudando apenas socialmente, poderemos num futuro próximo estar vivendo numa nova civilização, onde o seu direito de opinar e escolher será de outros, menos o seu.

A Igreja tem se posicionada logicamente, contra a política das desigualdades, do que é liberdade e justiça, e contra todos aqueles que se colocam a favor de uma vida descomprometida com a Verdade de Deus. Mas, nos dias atuais parece que existe uma batalha que tem se intensificado cada vez mais. Os padrões morais, éticos e conservadores da Igreja, tem representado uma grande ameaça à nova filosofia de vida que a sociedade quer implantar. Esses valores tem se transformado em lutas políticas e verdadeiras bandeiras, que cegamente atropelam tudo que esteja pela frente. Enganam-se aqueles que acham que a luta não é contra a Igreja, sim, nós como representantes de Cristo incomodamos o discurso Gramcista dessa sociedade.

Esse Sistema atual consegue ainda modificar essas lutas, sem armas nem sangue, em verdadeiras revoluções que se passam na mente de quem está distraído, são batalhas doutrinárias e ideológicas que conseguem penetrar até dentro das igrejas. Uma luta onde impera somente a vontade de quem a impõe, desrespeitando a minha e a sua vontade, tolhendo a liberdade que é sagrada a todo ser humano. Um grande perigo se apresenta, pois a igreja sem um conhecimento mais profundo das armas inimigas, acaba por desprezá-las por torná-las subestimáveis e assim se coloca numa posição infantil, tornando-se presa de sua própria ignorância e numa mesma situação encontramos irmãos em Cristo que são contra os princípios cristãos, como dizem os “crentes da esquerda”.

Uma das causas da derrota do exército alemão de Adolf Hitler ter perdido a segunda guerra mundial foi subestimar a estrutura militar dos russos, e desconhecer o terreno onde invadiria esse exército, quando muitos morreram em consequência do frio e da neve. Assim somos nós como Igreja ou como sociedade, que lutamos contra um inimigo que tem suas artimanhas e sabe que seus dias estão contados.

A característica principal desse novo pensar, dessa filosofia de vida, é fazer com que aqueles que aceitem a mesma, acreditem que ao contrário do que parece, ela carrega em sua forma de expressão as melhores intenções, tornando o sentido inverso, e confundido despretensiosamente todo o seu agir. Como exemplo podemos citar a frase do presidiário Luis Inacio Lula da Silva que disse: “Ainda bem que a natureza contra a vontade da humanidade criou esse monstro chamado coronavírus, porque esse monstro está permitindo que os cegos enxerguem, que os cegos comecem a enxergar, que apenas o estado é capaz de dar solução a determinadas crises”. Misericórdia, que absurdo!

Como igreja que somos, e representantes do Reino dos Céus aqui na Terra, devemos testificar com a Justiça, repudiando totalmente formas de verdadeira desordem social das mais diversas possíveis. Ainda que alguém diga que por sermos cristãos devemos ficar de longe com tudo que se passa em nosso país, no mundo que vivemos, lembro a todos que ainda somos cidadãos dessa sociedade, não nos tornamos incorruptíveis ainda. Vivemos aqui com a mente de Cristo, e creio que a injustiça, o desamor, a liberdade a desigualdade, a prosperidade e tudo que pudermos fazer para promover e expandir o Reino de Deus deve ser feito, e só podemos fazer isso exercendo nosso papel de cidadão dessa sociedade em que vivemos.

Marcio Estanqueiro


domingo, 13 de setembro de 2020

A lei do Espírito de Vida

 



"Porque a lei do espírito de vida em Cristo Jesus, me livrou da lei do pecado e da morte" Rm.8:2


A Palavra de Deus se torna completa e objetiva quando a conhecemos, quando a lemos e entendemos, segundo o ponto de vista de Deus que nos esclarece sempre através do Espírito Santo.

Existem alguns preceitos, leis, que estão ligados diretamente ao nosso viver diário, aliás em tudo que fazemos. Por exemplo, na carta aos Romanos cap.8:2 aparecem três tipos de leis: A lei de Deus, a lei do pecado, e a lei do espírito de vida. Entre a lei de Deus e a lei do espírito de vida, não existe nenhuma contradição, porém quanto a lei do pecado está escrito: "A alma que pecar, essa morrerá..." (Ez 18.20). A lei do pecado é indesejável para todos, pois é uma determinação para quem peca. Esta lei apareceu antes do pecado. Deus disse a Adão: "...mas da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." (Gn 2.17).

Ela está interiorizada no coração humano. Sabemos por exemplo que matar é pecado além de ser um crime, roubar é pecado e também é crime, adulterar é pecado além de destruir famílias, e tantos outros que embora sejam acusados pela nossa consciência, nos dias em que vivemos é mostrado pela sociedade como se fosse uma coisa normal, longe de ser pecado. A visão da sociedade em aceitar o que Deus condena está tão banalizada, tão distorcida, que muitas vezes nós que dizemos conhecer a Palavra, precisamos tomar cuidado para não opinar de forma parecida. Não devemos deixar que o “políticamente correto” seja aceito, devemos fazer a diferença e relutar para termos a opinião de certo e errado conforme a Palavra, pois Deus não admite aquele que fica “em cima do muro”.

O Espírito que nos dá vida

Deus já condenou o pecado, e Jesus já pagou o preço por todos nós para que tenhamos vida. Se a desobediência, o pecado, nos tirou a comunhão com Ele, o Espírito de Vida nos restaurou. Deus ressuscitou dos mortos e nós somos testemunhas disto, não só testemunha mas ressuscitamos com Ele. O Espírito que em nós habita nos dá vida, a vida ressurreta de Jesus! A Lei do pecado e da morte não tem mais força, mais domínio, ou não tem mais poder sobre quem está em Cristo, porque seus pecados ficaram na cruz de Cristo, para que você agora como novo homem tenha uma nova vida de comunhão com Deus. Essa é a vitória da cruz, e esse é o verdadeiro evangelho, vivemos para um Cristo vivo, ressurreto. O pecado foi vencido, a “lei do pecado e da morte” não reina mais sobre aquele que crê em Cristo, você pode até pecar, não está livre disso, mas ele não te prende mais, não te escraviza mais. Como está escrito: “Onde está, ó morte, o teu aguilhão? Onde está, ó inferno, a tua vitória? Ora, o aguilhão da morte é o pecado, e a força do pecado é a lei, mas graças a Deus que nos dá a vitória por nosso Senhor Jesus Cristo.”. I Cor.15:55-57

Imaginemos que Cristo estivesse morrido apenas para cumprir uma exigência da Lei, e com isso perdoasse nossos pecados perante o Pai, como seria a vida dos que crêem em Cristo? Teríamos nossos pecados perdoados, mas ainda estaríamos mortos espiritualmente falando. Então o que Deus fez? Pelo Espírito de Vida ressuscitou a Cristo e aqueles que com Ele foram mortos. Esse mesmo Espírito de Vida, é aquele que é dito em Gn.1:2 “E a terra era sem forma e vazia: e havia trevas sobre a face do abismo: e o Espírito de Deus se movia sobre a face das águas." No hebraico essa forma é entendida como se o Espírito estivesse “chocando”, isso mesmo, chocando como uma galinha, pois chocar nada mais é do que “gerar vida”, esse foi o trabalho do Espírito Santo na criação, e ainda é até hoje. Gerar vida! É o Espírito de Deus que inspira a Palavra e dá vida a mesma para quando você a lê, possa te manter vivo. É a Palavra que nos vivifica quando estamos caídos ou passando por lutas.

A condição para se manter vivo

“E, se o Espírito daquele que dentre os mortos ressuscitou a Jesus habita em vós, aquele que dentre os mortos ressuscitou a Cristo também vivificará os vossos corpos mortais, pelo seu Espírito que em vós habita.”Rm 8:11 Geralmente se houve falar que a salvação que alcançamos em Cristo Jesus é gratuita, não precisamos fazer nada para tê-la, ou melhor Ele morreu em nosso lugar, porém para nos mantermos salvos, é necessário que cumpramos determinadas leis, ou regras para que possamos alçar a liberdade de um filho de Deus, e esse cumprimento é prazeiroso. Há quem diga que se você O têm em seu coração, a liberdade é ilimitada para você usar como quiser. Será que é assim mesmo? Não quero dizer com isso que você é alguém limitado, não é isso, mas você quando ressurgiu com Ele dentre os mortos a sua liberdade não é mais condicionada a esse mundo, embora que você a tenha, você apenas terá vitória se deixar que o Espírito de Vida habite o teu ser.. É o que diz o versículo acima.

O texto fala sobre liberdade e o mover do Espírito em nossas vidas. Essas palavras são condicionantes no Evangelho, uma não vive sem a outra. Você só tem liberdade de Espírito quando deixa que ele haja em sua vida. A condição para uma vida vitoriosa e livre da morte, do pecado e do inferno é deixar que Ele habite em nossos corações através da Sua Palavra. Como diz: Col.1:27 Cristo em vós, a esperança da glória.  

Marcio Estanqueiro 


sábado, 12 de setembro de 2020

O centurião de Cafarnaum

 


E o centurião, respondendo, disse: Senhor, não sou digno de que entres debaixo do meu telhado, mas dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar. Mateus 8:8

Cafarnaum situava-se a noroeste do Mar da Galiléia. O significado do seu nome quer dizer vila de Naum. Era conhecida como a cidade de Jesus, pois era ali que o Mestre havia fixado residência durante um período do seu ministério. Mt.4:13 Uma outra característica de Cafarnaum era de possuir uma coletoria Mt.17:24, possuía também uma representação do exército romano e uma sinagoga. Mc.1:2 Sem dúvida era considerada uma cidade muito importante daquela época.

Em Cafarnaum Jesus ensinou com muita freqüencia, tanto na sinagoga quanto no meio das ruas e até na beira do lago o povo, e seus discípulos que o acompanhavam. Ainda assim, esta cidade foi duramente exortada por Jesus por causa de sua incredulidade. O Senhor chegou a dizer que se os mesmos milagres feitos em Cafarnaum tivessem sido realizados em Sodoma, a cidade não teria sido destruída.

Foi exatamente nesta cidade considerada incrédula, que Jesus maravilhou-se da fé de um centurião do exército romano. A fé desse homem, do qual nem o nome sabemos, foi capaz de mudar a forma de agir das pessoas que o cercavam e produzir um ambiente favorável à bondade e ao amor de Deus.

Eu vejo com destaque quatro características importantes nesse milagre operado por Jesus, que vale a pena serem observados.

Em primeiro lugar houve por parte do centurião o que deveria e deve haver em todo aquele que se aproxima de Jesus: HUMILDADE.

Não podemos receber nenhum favor ou milagre de Deus se não nos acharmos na posição, de dependência. É difícil para o homem natural aceitar que se encontra em “desobediência” a Deus ou, na posição de pecador sem arrependimento, e sem ter contato com o Criador. Dessa forma como Ele poderá atender a nossos pedidos? Como diz a Palavra em Is.59:2 “Mas as vossas iniqüidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que não vos ouça”. Deus não pode escutar o seu pedido, ainda que Ele conheça a sua dor, o seu sofrimento, Ele precisa saber se você quer ser seu dependente. É preciso abrir a porta do coração, quebrar o muro da indiferença e aceitar a sua Graça transbordante, para que a sua intervenção miraculosa possa chegar até você. E isso só se faz com humildade!

Foi o que fez o centurião!

Homem de posição no exército romano, chefe de uma centúria (100 homens) o equivalente hoje em nosso exército como ao cargo de capitão. Possuía como todas as pessoas ricas, autoridades da época e militares, escravos e servos que existiam para os servir, porém esse homem era diferente, ele tinha um coração quebrantado. Diz a Palavra que ele se compadeceu do seu criado, pois estava muito doente. Em Mt.8:6 diz que o seu servo estava “... violentamente atormentado”, em Lucas é descrito como um moribundo, ou seja, somente um milagre para restituir-lhe a vida.

Seria natural se o centurião descartasse esse seu servo e tomasse outro para continuar a servi-lo, mas esse homem era diferente. Nele não havia preconceito nem barreiras sociais, muito menos fazia acepção de pessoas, pois também isso poderia ser um grande obstáculo na realização do milagre, já que a fé não poderia nem pode conviver com esse tipo de atitude, mas ele foi até aos anciãos judeus da sinagoga, templo esse que ele também havia ajudado a construir, pedindo-lhes que fosse até Jesus e pedisse a Ele para curar o seu servo. Que atitude maravilhosa!

Sem dúvida um homem bom, generoso, mas que reconhecia a autoridade do Filho de Deus! Já tinha ouvido falar do que Jesus havia feito em Cafarnaum, os milagres que Ele havia operado como a cura do paralítico que levou a sua cama do jovem liberto de possessão demoníaca, enfim sua fé certamente estava sendo colocada verdadeiramente na pessoa certa.

A segunda característica que possuía o centurião era: FÉ.

Está escrito:“..dize somente uma palavra, e o meu criado há de sarar”. Mateus 8:8 Para aquele homem não precisaria a presença do Mestre, apenas a Sua palavra haveria de sarar o seu servo. Não havia nada que deixasse Jesus mais satisfeito, do que a fé em sua pessoa. Em Lc.7:9 diz: “..maravilhou-se dele, e voltando-se, disse à multidão que o seguia: Digo-vos que nem ainda em Israel tenho achado tanta fé”.

Vejam como Jesus ficou satisfeito com a atitude do Centurião! Se contarmos os milagres que Jesus realizou em seu tempo, certamente não veremos uma atitude tão espontânea quanto essa que Ele mesmo testifica quanto a fé do centurião. Aquele homem não era somente um homem bom, generoso, ele havia depositado sua fé corretamente, ele havia depositado sua fé em Jesus! Quantas pessoas dizem ser boas, generosas, mas aplicam sua fé em quem não pode realizar milagres, em quem não pode responder aos anseios de sua alma aflita.

No afã de termos nossos problemas resolvidos, quantos de nós, homens e mulheres simples ou ricos já não fizemos de tudo para alcançarmos aquilo que tanto queríamos? E fomos respondidos? Talvez sim, talvez não, porém uma certeza fica, para termos resposta de Deus e milagres em nossas vidas somente teremos se a fé for depositada nÊle, em Jesus Cristo! Como está escrito: “Olhando para Jesus, autor e consumador da fé, o qual, pelo gozo que lhe estava proposto, suportou a cruz, desprezando a afronta, e assentou-se à destra do trono de Deus”.Hb.12:2 Sim, Jesus é, não somente o autor, mas também o consumador de nossa fé! Ele fez o que estava proposto para nos dar vitória total sobre a morte, sobre o pecado, e sobre tudo aquilo que nos aflige, e hoje está assentado à destra no trono de Deus, intervindo por mim e por ti.

A terceira característica que solta aos olhos e vejo no centurião é o 
AMOR O amor no coração do centurião impulsionou-o a fé no milagre que Jesus poderia realizar no seu servo. Um coração amoroso é a evidência de uma pessoa que está totalmente conectada com Deus, com o criador e com quem ama o seu próximo como fez o centurião. É quase impossível alguém que pense somente em si, e tenha comunhão com o Pai se não demonstrar amor e honra por aquele que está ao
seu lado, mesmo que este seja seu inimigo ou um dos seus servos, como diz a Palavra em Rm.12:9-19 “O amor seja sem hipocrisia. Detestai o mal, apegando-vos ao bem. Amai-vos cordialmente uns aos outros com amor fraternal, preferindo-vos em honra uns aos outros”. Estamos vivendo tempos sombrios, onde o amor está esfriando entre a humanidade. É triste ver tantos atos de ódio, covardia e desamor. Será que Deus criou o homem dessa forma? A Bíblia é clara quando fala que um coração sem Cristo, sem a Paz de Deus é capaz de qualquer coisa, pois quem conduz as suas atitudes não é o Senhor. Deus nos deu liberdade, escolha e livre arbítrio, só podemos caminhar com Ele em nossos corações, em nossas vidas, quando entregamos esse próprio coração para sua morada, como diz: “Respondeu Jesus: Se alguém me ama, guardará a minha palavra; e meu Pai o amará, e viveremos para ele e faremos nele morada.” Porém quando o homem escolhe viver longe do criador, sua vida será moldada por esse mundo, por uma sociedade que expulsou Deus de sua vida e de seus atos.

A quarta característica que vejo também nessa passagem é a: OBEDIÊNCIA. Está escrito: “Porque também eu sou homem sujeito à autoridade, e tenho soldados sob o meu poder, e digo a este: Vai, e ele vai; e a outro: Vem, e ele vem; e ao meu servo: Faze isto, e ele o faz.Lucas 7:8 O centurião não só demonstrou ser um homem obediente, como também demonstrou respeito as hierarquias. Creio não haver lugar maior onde exista organização, planejamento e hierarquia do que no céu, no Reino de Deus. Alguns poderão até se espantar: como assim, no céu? Existem pessoas que acham que a vida existe somente nesse plano em que vivemos, e que tudo que pudermos fazer para alimentarmos nosso “eu”, nossos apetites carnais está correto, são os hedonistas. Mas, existe um prazer maior que é encontrado nas escrituras sagradas, que é a comunhão e o amor do nosso Pai celeste.

O centurião enxergou em Cristo, o que muita gente não enxerga: Uma grande autoridade! E, sem o conhecer, sabia que apenas com atitude da sua voz seria capaz de curar o seu servo. Ele estava acostumado com sua autoridade, sabia que tudo se movimentava com relação a uma “escala de poder”. Não é assim também no Reino de Deus? A Bíblia diz que estamos sujeito a autoridade, primeiramente aos nossos pais no Senhor, como filhos, os pais não devem provocar a ira aos seus filhos, e os servos devem ser obedientes aos seus senhores, assim como os senhores fazendo o mesmo com eles, sabendo que Deus está no céu, conforme. Ef.6:1-10, e mais ainda, no vv 12: “Porque não temos que lutar contra a carne e o sangue, mas, sim, contra os principados, contra as potestades, contra os príncipes das trevas deste século, contra as hostes espirituais da maldade, nos lugares celestiais”. Existe hierarquia no mundo espiritual, mas isso é outro assunto.

Para o homem natural é muito difícil a obediência, existem vaidades, presunções e outras características que impedem de alguém seguir normas de obediência, porém a obediência leva a liberdade em Cristo, e isso só experimenta quem está firmado nEle. Ef.2:6 Essa obediência geralmente faz parte da cultura de cada povo, quebrar essa barreira é muito difícil, a rebeldia está sempre presente, mas Deus nos dá Graça!

O que é importante observar nessa passagem das Escrituras, é que para receber o milagre, o centurião de Cafarnaum possuía a humildade, o reconhecimento de sua posição perante Deus, a fé verdadeira em quem deveria depositar, ou seja, no Filho de Deus, o amor não fingido, mas verdadeiro e a obediência a sua Voz, confessando a sua disposição em fazer a sua vontade e segui-lo. Esses são pois, marcos na vida cristã que todos nós precisamos observar, se realmente quisermos viver uma vida de transformação, uma vida de milagres na presença de Deus!

Marcio Estanqueiro

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